Conhecido pelo nome artístico Chorão foi um cantor, compositor, cineasta, poeta, roteirista e empresário brasileiro.
Foi o vocalista, principal letrista e cofundador da banda
santista Charlie Brown Jr., em que a formou em 1992 junto com Renato
Pelado Marcão, Champignon e Thiago Castanho, foi o
único integrante da banda a participar de todas as formações, junto com o
Charlie Brown lançou dez discos e já venderam mais de cinco milhões de discos.
O apelido de Chorão veio quando ele estava vendo os amigos andando
de skate, e um deles passou por ele e, para zombar dele, dizia "não
chora!", já que Chorão ainda não sabia andar. E nisso o apelido
pegou. Teve uma infância e adolescência difíceis, a sua mãe era doméstica,
fazia pastel, cozinhava pra fora pra ele ir entregar. Chorão vivia na rua,
ia mal na escola, parou de estudar na sétima série, e frequentemente tinha
problemas com a polícia.
Quando Chorão tinha onze anos, seus pais separaram-se. Aos catorze anos,
sua mãe teve um derrame e quase morreu. Foi nessa época que ele começou a andar
de skate, uma das suas paixões. Chorão atuou profissionalmente no esporte na
década de 80 na categoria freestyle, sendo vice-campeão paulista. Seu apelido
Chorão foi dado pelos seus amigos de skate.
Já vendeu cartões de natal,
foi auxiliar de câmera, caboman, iluminador. Sua mãe era doméstica, fazia
pastel, cozinhava para fora para ele ir entregar.
Carreira:
Em 1987, com então 17 anos de idade Chorão se mudou para Santos, litoral de São Paulo, após uma infância difícil e traumática. Era mais conhecido pelo apelido de Chorão. Um dia, em um bar local, substituiu por acaso o vocalista de uma banda, quando o mesmo precisou se ausentar devido a necessidades fisiológicas.
Uma pessoa da plateia, ao vê-lo cantar, convidou-o para ser vocalista em sua banda. Quando o baixista da referida banda saiu, Chorão veio a conhecer Champignon, o novo baixista, uma criança de apenas 12 anos na época, formaram então a banda What's Up. Tempos depois, Chorão e Champignon decidiram convidar o baterista Renato Pelado, egresso de bandas da cidade como Ecossistema, Jornal do Brasil, entre outros projetos.
Mais tarde, Marcão e Thiago Castanho completaram a primeira formação da banda Charlie Brown Jr. A banda, ainda sem nome, continuou a se apresentar na cidade. ”Fundei e batizei a banda com esse nome em 1992”. Foi uma coisa inusitada. Trombei (literalmente) com uma barraca de água de coco que tinha o desenho do Charlie Brown, aquele personagem do Charles Schulz, mais conhecido por ser o dono do Snoopy.
E o “Jr” é pelo fato de sermos filhos do rock, se explica Chorão pelo fato de a banda se considerar "filha" de uma geração de músicos e bandas como Raimundos, nos anos 90 Chorão considerava Rodolfo Abrantes, o vocalista dessa banda, como o melhor do Brasil.
A sonoridade do grupo tinha influências de grupos
como Sublime, Bad Brains, 311, Nirvana, Red Hot Chili
Peppers, Nação Zumbi, e Planet Hemp, misturando hardcore
punk, skate e reggae.
Por volta de 1993, já com esta formação da banda, eles começaram a tocar
no circuito underground de Santos e São Paulo e a fazer shows em vários eventos
de skate. Uma fita demo foi entregue ao Rick Bonadio, presidente
da Virgin Records no Brasil e produtor dos Mamonas
Assassinas, que se interessou pelo grupo e os contratou. De uma demo de três
faixas surge o primeiro disco do CBJr, produzido por Tadeu Patolla e
Rick Bonadio com o selo da Virgin Records. Nasce então o
álbum Transpiração Contínua Prolongada. O álbum foi produzido por Tadeu
Patola (ex-Lagoa 66), o álbum é bem recebido pelas rádios com as
faixas "O Coro Vai Comê!”, "Proibida pra Mim
(Grazon)", "Tudo que Ela Gosta de
Escutar" e "Gimme o Anel", vendendo 500 mil cópias.
Em meados de 2001, Chorão perdeu seu pai:
“Passei por várias dificuldades neste ano, desde financeiras..., eu
perdi meu pai..., e você tem que tentar lidar com isso numa boa, até você
aceitar rola uma mudança, uma metamorfose.”
A banda, compreendendo a
falta que seu pai fazia, decide parar e dar um tempo, até Chorão, realmente
acostumar-se com a idéia de ter perdido alguém muito especial. O que levou ele
a pensar em parar na banda, o que você pode encontrar na letra de:
"Ouviu-se falar" e "Talvez a metade do caminho".
Passaram-se seis meses até Chorão se olhar no espelho e, ver sua barba
crescida, sua barriga, por engodar 20Kg, ficar em casa e não fazer nada, sem
motivação...
Então ele viu que não era bem isso que ele queria. Durante o mesmo tempo
os outros integrantes, Champignon, Thiago Castanho, Marcão e Renato
Pelado continuaram estudando e praticando sua música. Na verdade a banda
estava pronta de novo, iria começar um novo capítulo.
Morte Solitária:
Chorão foi encontrado morto por seu motorista, na madrugada de 6 de
março de 2013 (uma quarta-feira), em um apartamento que ocupava esporadicamente
no bairro de Pinheiros, em São Paulo. Segundo a polícia, que
descartou inicialmente a hipótese de homicídio, o apartamento encontrava-se em
grande desordem, com garrafas vazias de bebida, embalagens de remédios e marcas
de sangue.
O delegado Itagiba Franco
afirmou que Chorão passava por uma depressão devido à separação da mulher, a
estilista Graziela Gonçalves. Ele ainda informou que o músico era procurado
pelos outros integrantes do Charlie Brown Jr. desde o meio-dia de
terça-feira (5 de março). Segundo a Folha de São Paulo, a polícia acredita que
a morte pode ter acontecido entre segunda e terça-feira (04 e 05 de março,
portanto), devido ao estado que o corpo foi encontrado.
Legado:
Para os críticos, Chorão deixa um legado de composições
poéticas. O produtor musical Rick Bonadio acredita que "O legado
das músicas e letras do Chorão sem dúvida influenciaram e vão continuar
influenciando muitos jovens e bandas eternamente. Acredito que, depois
do Legião Urbana, o Charlie Brown Jr. seja uma das bandas mais
representativas do rock nacional".
Já segundo nota da MTV Brasil "A banda Charlie Brown
Jr. foi um grande sucesso e o músico deixa um legado musical pra além de
ícone de uma ou mais gerações, sua memória estará em uma coleção de grandes
hits que deram uma roupagem pop e acessível ao tripé hardcore, rap e ragga,
parte fundamental do universo do skate".
Nasi, vocalista do Ira!, afirma que “Chorão foi um ícone da geração
de 90”. Ele deixa um legado de bons discos, além do reconhecimento da parceria
skate e rock brasileiro.
Para além da música, Chorão deixou legado para o skate, esporte que
praticava e ajudou a difundir.
Gustavo Sirotsky, produtor
do festival Planeta Atlântida acredita que a morte de Chorão
representa o fim da banda. "Assim como o Legião Urbana marcou e
não seguiu quando ficou sem seu líder, o Charlie Brown também fica
sem líder, portanto, é difícil continuar".
Outras Atividades:
Além do sucesso no mundo da música, Chorão também se aventurava em
outras áreas: no dia 6 de novembro de 2006, o músico inaugurou o Chorão
Skate Park em Santos, um espaço para skatistas e músicos que tem como
destaque uma das melhores pistas de skate do Brasil, com uma distribuição
de obstáculos que está em sintonia com o que há de mais atual com os parques de
skate no mundo.Outras Atividades:
Grandes Sucessos da Carreira:
O magnata filme lançado em 2007 com Chorão como roteirista e escritor.
http://www.youtube.com/watch?v=ds3V20Rcg0s
Acústico MTV 2003.
http://www.youtube.com/watch?v=63pJ_9egGOo
Música Popular Caiçara 2012.
http://www.youtube.com/watch?v=Ds9n3Z-PBhI
Senhor do Tempo Melhor Canção de 2007.
http://www.youtube.com/watch?v=T3I0xzU4GKw
Pontes indestrutíveis, Melhor VideoClipe de 2008.
http://www.youtube.com/watch?v=7XmjylNyzfE



